Eu lembro que, na antiga casa da minha avó, havia um busto de Sócrates. Por toda a minha infância, eu me sentia intimidado pela figura do filósofo dada sua considerável feiura, a qual obtinha êxito, inclusive, em superar àquela do Lancelot de T.H. White, curiosamente, também me via atraído pela peça de arte apesar da repugnância irradiada por esta, sentava-me diante daquele rosto desprovido de qualquer traço de beleza e, ingenuamente, perguntava-me se a origem do método socrático jazia na vontade de Sócrates em destrinchar os mistérios da Mãe-Natureza e, assim, encontrar uma justificativa inteligível para a sua feiura? Crianças...
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