
Outro dia eu fui induzido a visitar a minha antiga escola. Uma vez ali, eu senti uma intensa torrente nostálgica de lembranças bombeando a minha mente: onze anos de amizades, de aventuras, de conquistas, de decepções, de tristezas, de arrependimentos, de paixões incandescentes e de magia — de pura e absoluta magia. Onze anos que, agora, parecem pertencer a outra vida.
Encaminhei-me, então, para a área atrás do ginásio em que jazia uma árvore ao redor da qual eu e os meus amigos nos reuníamos durante o recreio. (Sim, eu escrevi “recreio”). Soltei um longo suspiro ao descobrir um tronco cortado naquele local, o fitei como se houvesse perdido um bom amigo, concedi um minuto de silêncio em respeito àquele símbolo de alguns dos melhores anos da minha vida e, por fim, eu me retirei dali.
O destino — se é que há tal coisa — é uma entidade cruel, entretanto sábia: vai tirando, sorrateiramente, os seus amores do passado para que você, sem culpa e de todo o coração, possa viver no presente e, assim, construir um futuro. Eu nunca mais retornei a minha alma mater: não há mais nada para mim ali. Não mais.
Agora que eu olhei pra trás,
Eu vou pegar outra estrada,
As roupas que eu usava não me servem mais
-8 de Abril, Viper.
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