
A aula, a última aula daquela sexta-feira, chegara ao fim. Os alunos, um por um, iam para casa e os funcionários se preparavam para fechar a universidade, eu me levantei da cadeira com a intenção de discutir a minha prova com a professora, uma mulher de trinta e dois anos que, mesmo tão fatigada, se mantinha deslumbrante.
Ela me pediu para acompanhá-la, para falar enquanto nós andávamos, eu terminei os meus argumentos, mas não a conversa, que continuou mesmo quando nós alcançamos o estacionamento — ela ria, mexia no seu cabelo, tocava o meu braço e me intoxicava com o odor do seu perfume. Eu nem tentei resistir, a beijei e fui retribuído por um longo e inesquecível minuto.
— Você quer uma carona?
— Quero sim.
Eu voltei para casa só de madrugada, a minha nota vermelha permanecia imutada e o cheiro da professora estava impregnado no meu corpo. Era o início de uma bela amizade.
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