
A garota aguardou, pacientemente, pela madrugada e, portanto, pelo domínio do prédio pelo sono. Esgueirou-se do seu quarto no nono andar para a piscina na cobertura, despiu a sua roupa, ficando apenas de maiô e, então, saltou na água, desenhando um sorriso de orelha a orelha no seu rosto quando teve o seu corpo, delicadamente, envolvido pelo toque suave daquele elemento da vida.
Era uma pessoa tímida, muito fechada com seus pensamentos e as suas emoções, de tão calada e apática, poderia até mesmo ser confundida com parte do cenário à sua volta, mas, quando na água, nada disso tinha qualquer importância, era aceita em sua plenitude pelo elemento, fundia-se a este, os seus movimentos eram tão fluidos quanto o deslizar de uma correnteza e a sua respiração era tão calma como um lago, sentia-se em êxtase ali — ela era feliz.
"mas feliz serve pra quê?"
ResponderExcluirGostei muito daqui! Vou vir mais vezes...