
— Eu estava pensando em ir ao Café com Arte hoje.
— Licencinha, quem é você e o que fez com o meu namorado?
— Por quê? Por quê? Por que você insiste em me chamar de “namorado”, hein? Você sabe muito bem que essa palavra me faz encolher que nem... Então, eu realmente não consigo pensar em uma metáfora sem conotação sexual para terminar essa frase.
— Muito bem, quem é você e o que fez com o indivíduo com o qual eu passo a maior parte do dia; vivo pendurada no telefone, saio para os lugares, faço safadezas e que planejo apresentar aos meus pais assim que tiver certeza de que ele pode ficar dez minutos sem soltar um comentário irônico ou soltar uma idiotice como “Eu nunca deixarei os meus filhos assistirem A Pequena Sereia — zoofilia é algo muito errado”?
— Eu posso viver com essa descrição e, puxa, vamos concordar que não dá para tirar outra conclusão ao ver uma menina que é metade peixe, isso é algo tão claro que nem pode ser considerado como uma mensagem subliminar. Outra coisa: você foi muito felipe nesse discursinho aí.
— É a convivência, você está me arruinando. Nesse ritmo, não demorará muito para que as minhas amigas façam um complô contra você*. E, ah, até houver uma confirmação oficial, eu não acredito que o seu nome virou advérbio.
— Correção: virou adjetivo e verbo. O verbo felipar significa...
— Eu não ligo. Eu não me importo. Eu não quero saber. O que eu quero saber é de onde veio essa ideia de ir ao Café com Arte. Você odeia aquele lugar! Você evita passar lá perto. Você evita andar no mesmo quarteirão! Jesus, Maria, José! Você aceitou sair com o Outro Felipe e a Mariana só para não ir ao Café com Arte!
— Ei, eu gosto do Outro Felipe e da Mariana!
— Felipe, você tem ódio deles.
— É verdade, eu, eu odeio e muito. É que, uh, eles são felizes demais. É como sair com um casal de Ursinhos Carinhosos. O meu coração não aguenta tanta alegria.
— Eles poderiam maneirar um pouquinho, sim. Mas, enfim, por que você quer ir ao Café com Arte?
— Porque você adora aquele lugar dos infernos.
— Ahn? Como é que é? Repita aí, eu acho que não escutei direito.
— Sim, me faria bastante feliz se o Café com Arte fosse engolido por um buraco no chão, levando consigo todo aquele pessoal de merda metido a alternativo, sim, sim, sim, eu adoraria ver isso, mas... Você gosta. E você tem sido incrível. Você é incrível. E, bem, nós só temos ido aos meus lugares preferidos, então eu achei que, sei lá, estava na hora de te levar a um lugar que você curtisse, sabe.
— Felipe Eduardo/Evaristo Cruz Rocha, você iria ao Café com Arte por mim?
— Sim, sim, eu iria, ou melhor, eu vou ao Café com Arte por você e somente por você.
*E elas realmente fizeram um complô contra mim, mas não foi por isso que o namoro acabou.
— Licencinha, quem é você e o que fez com o meu namorado?
— Por quê? Por quê? Por que você insiste em me chamar de “namorado”, hein? Você sabe muito bem que essa palavra me faz encolher que nem... Então, eu realmente não consigo pensar em uma metáfora sem conotação sexual para terminar essa frase.
— Muito bem, quem é você e o que fez com o indivíduo com o qual eu passo a maior parte do dia; vivo pendurada no telefone, saio para os lugares, faço safadezas e que planejo apresentar aos meus pais assim que tiver certeza de que ele pode ficar dez minutos sem soltar um comentário irônico ou soltar uma idiotice como “Eu nunca deixarei os meus filhos assistirem A Pequena Sereia — zoofilia é algo muito errado”?
— Eu posso viver com essa descrição e, puxa, vamos concordar que não dá para tirar outra conclusão ao ver uma menina que é metade peixe, isso é algo tão claro que nem pode ser considerado como uma mensagem subliminar. Outra coisa: você foi muito felipe nesse discursinho aí.
— É a convivência, você está me arruinando. Nesse ritmo, não demorará muito para que as minhas amigas façam um complô contra você*. E, ah, até houver uma confirmação oficial, eu não acredito que o seu nome virou advérbio.
— Correção: virou adjetivo e verbo. O verbo felipar significa...
— Eu não ligo. Eu não me importo. Eu não quero saber. O que eu quero saber é de onde veio essa ideia de ir ao Café com Arte. Você odeia aquele lugar! Você evita passar lá perto. Você evita andar no mesmo quarteirão! Jesus, Maria, José! Você aceitou sair com o Outro Felipe e a Mariana só para não ir ao Café com Arte!
— Ei, eu gosto do Outro Felipe e da Mariana!
— Felipe, você tem ódio deles.
— É verdade, eu, eu odeio e muito. É que, uh, eles são felizes demais. É como sair com um casal de Ursinhos Carinhosos. O meu coração não aguenta tanta alegria.
— Eles poderiam maneirar um pouquinho, sim. Mas, enfim, por que você quer ir ao Café com Arte?
— Porque você adora aquele lugar dos infernos.
— Ahn? Como é que é? Repita aí, eu acho que não escutei direito.
— Sim, me faria bastante feliz se o Café com Arte fosse engolido por um buraco no chão, levando consigo todo aquele pessoal de merda metido a alternativo, sim, sim, sim, eu adoraria ver isso, mas... Você gosta. E você tem sido incrível. Você é incrível. E, bem, nós só temos ido aos meus lugares preferidos, então eu achei que, sei lá, estava na hora de te levar a um lugar que você curtisse, sabe.
— Felipe Eduardo/Evaristo Cruz Rocha, você iria ao Café com Arte por mim?
— Sim, sim, eu iria, ou melhor, eu vou ao Café com Arte por você e somente por você.
*E elas realmente fizeram um complô contra mim, mas não foi por isso que o namoro acabou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário