sábado, 12 de março de 2011

happythankyoumoreplease

Eu tenho um exame de sangue para fazer amanhã, ou melhor, para fazer hoje daqui a algumas horas e, bem, eu não estou conseguindo dormir, esse é um dos males de estudar à tarde: você dorme durante a manhã, acorda de tarde e continua acordado madrugada adentro, às vezes, sozinho nesse período de tempo que alguns denominam de “turno do cemitério”.

O meu MSN está com problema e, ironicamente, eu não sentia vontade de escrever, logo o que fiz? Peguei um filme para assistir, no caso, um filme comédia-drama que estreou no Sundance Film Festival: happythankyoumoreplease. Sim, é um título grande, mas, ah, dá para lembrar fácil, fácil.

O filme foi escrito, dirigido e também conta com a atuação do ator Josh Radnor, o Ted Mosby do sitcom How I Met Your Mother, o qual eu recomendo bastante, e tem como abordagem inicial um grupo de sete nova-iorquinos, um deles sendo uma criança, que se esforçam tentando encontrar — por falta de termo melhor — um jeito de funcionar e em alguns instantes eles quase conseguem, mas fracassam e permanecem a fracassar até os últimos minutos do filme quando, durante um jantar entre Annie (Malin Akerman) e Sam #2 (Tony Hale, o Buster de Arrested Development), é lançada a grande mensagem por trás de tantas complicações e pequenos dramazinhos:

Annie: Há um ano, eu estava nesse táxi e o taxista, um indiano, começou a falar várias coisas, ele estava me olhando pelo espelho do retrovisor e disse: felicidade. Felicidade é o seu direito de nascença. E eu meio assim “45 com Madison?”. E ele disse “Você tem um grande potencial nessa vida. O segredo para a sua vida é gratidão. Você não agradece o suficiente”. Eu perguntei como faria isso, ele disse que era simples: era só dizer “obrigado”, perguntei quando e ele disse que sempre, agora. Ele disse que após dizer “obrigado”, devo dizer “mais, por favor”.
Sam #2: Espere. “Obrigado, mais, por favor”?
Annie: Assim, com gratidão, o universo é eternamente abundante. Então dei uma chance para a gratidão. “Obrigada, mais, por favor”.

É nesse momento que você descobre estar enganado desde o primeiro minuto: o filme não é só sobre um grupo de sete nova-iorquinos, um deles sendo uma criança, que se esforçam tentando encontrar — por falta de termo melhor — um jeito de funcionar, o filme é sobre ser feliz, ser grato por essa felicidade e desejar mais e mais. Happy. Thank you, more, please. Minhas mais sinceras congratulações a criatividade do Sr. Josh Radnor, o Ted Mosby de How I Met Your Mother.


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