quinta-feira, 10 de março de 2011

Minhas condolências

O avô do meu melhor amigo — não, o avô do meu irmão postiço faleceu. Ele, assim como a maior parte da família do meu irmão postiço, é um grande mistério para mim, eu nunca o conheci e nem mesmo sei o seu nome, afinal, como eu poderia saber? Em todas as ocasiões, ele sempre foi referido pelo meu irmão postiço como “meu avô” ou “velho”.

Desse modo, não há muito que eu possa dizer sobre ele. Na verdade, acho que nem consigo ficar triste ou me importar com a sua morte, o homem é um completo estranho para mim e eu nunca o vi na vida, todavia ele fora o avô do meu melhor amigo, do meu irmão postiço e grande parte da pessoa que ele é hoje em dia — uma pessoa admirável, devo acrescentar — deve-se a esse homem de nome por mim desconhecido.

Eu não tenho como ficar triste pelo padecimento dele, mas pela tristeza que tal acontecimento introduz no meu irmão postiço. Por eu ser um ateu, não acredito em vida após a morte, para mim o Inferno e o Paraíso não são nada além de localidades fictícias bastante exploradas em livros, peças teatrais, filmes e em algumas séries de televisão. No entanto, eu posso estar errado, e se estiver, gostaria de registrar aqui a minha gratidão a esse homem desconhecido por ter tido um papel na criação de uma das pessoas mais importantes para mim.
Obrigado. E se o senhor, avô do meu irmão postiço, encontrar o meu avô, espero que os dois possam ser bons amigos do mesmo jeito que nós, os netos de cada um de vocês, somos.

Minhas condolências. Siga em frente.


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