Eu sinto falta da liberdade, muita falta, na verdade. Parece-me que hoje em dia ou você é isso, ou você é aquilo, não há uma quarta, uma quinta, uma sexta opção, não há outras opções, somente duas, um extremo aqui e outro extremo acolá. Ou você é de direita, ou você é de esquerda. Ou você é vermelho, ou você é azul. Ou você escuta heavy metal, ou você escuta MPB. Ou isso, ou aquilo.
Então você tenta ser diferente, você faz um esforço para ir além dessas duas ideias pré-concebidas e, infelizmente, não obstante do quanto você tente, sempre haverá alguém que o definirá como “A” ou “B”, branco ou preto, mas nunca — eu repito: nunca cinza. É uma fatalidade: a liberdade morreu e nós fomos os seus algozes.
Então você tenta ser diferente, você faz um esforço para ir além dessas duas ideias pré-concebidas e, infelizmente, não obstante do quanto você tente, sempre haverá alguém que o definirá como “A” ou “B”, branco ou preto, mas nunca — eu repito: nunca cinza. É uma fatalidade: a liberdade morreu e nós fomos os seus algozes.
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