terça-feira, 15 de março de 2011

Garden State

Novamente eu não consigo dormir, tenho sono, mas a minha perna está doendo — muito e, por isso, eu simplesmente me vejo incapaz de adormecer, então o que fazer? Bem, há um sem-número de possibilidades e eu opto por aquela que eu já deveria ter feito muito tempo atrás: assistir ao filme Garden State.




O filme em questão é o début do Zach Braff, o Dr. John “J.D.” Dorian do Scrubs, como roteirista e diretor, conta uma trilha sonora sensacional escolhida a dedo pelo ator e um enredo puramente cativante: Andrew Largeman (Braff) é um ator residente de Los Angeles que trabalha em um restaurante vietnamita, ao receber um telefonema fatídico do seu pai, Gideon Largeman (Ian Holm), ele retorna para a sua cidade-natal, New Jersey, com o intuito de comparecer ao funeral de sua mãe, uma paraplégica, que morreu ao se afogar na piscina.




De volta a New Jersey, Andrew, ou “Large”, como também é referido, reencontra-se com pessoas do seu passado como, por exemplo, Mark (Peter Sarsgaard), um velho amigo que agora trabalha como coveiro, e conhecendo outras pessoas, especialmente, Sam, uma excêntrica epilética e mentirosa compulsiva que é interpretada por Natalie Portman, aqui aos seus vinte e três anos, com uma atuação infinitamente superior a dela em Black Swan.




Uma vez com esse cenário montado, o filme exibe a metamorfose de Andrew, um sujeito deprimido e apático, ao viver uma série de experiências: ele ingere ectasy em uma festa dada por outro amigo, conhece a excêntrica, porém calorosa família de Sam, tira um dia para realizar vários pequenos trabalhos com Mark (e, de bônus, vislumbrar a paisagem de um belíssimo abismo) e então adquire, finalmente, a coragem de sentar e falar com o seu pai, consertando a relação entre os dois, a qual foi severamente prejudicada quando Andrew, aos nove anos, acidentalmente causou a paraplegia da sua mãe.




Ao final do filme (e da metamorfose), nós vemos um Andrew “Large” Largeman completamente diferente do anterior, agora um sujeito aberto para com os seus sentimentos que tem consciência de quão curta e valorosa é a vida e, principalmente, que está disposto a tomar as rédeas do próprio destino.




Em suma, Garden State é um filme sobre amadurecimento e, uau, eu deveria tê-lo assistido no ano do seu lançamento, 2004, porque o Felipe-de-14-anos, certamente, teria aprendido umas boas e importantes lições de vida.



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