domingo, 13 de março de 2011

Amigos serão (sempre) amigos

Eu tirei à tarde de hoje para visitar um amigo. O meu melhor amigo. O meu irmão postiço. Ele, para “variar”, me deixou esperando por vinte minutos na portaria do prédio antes de vir se juntar a mim, tudo bem, eu estou acostumado com isso e, sério, já estou até me preparando para ele aparecer na cerimônia do meu casamento daqui a alguns anos depois da minha noiva — espero honestamente que ele faça um brinde sensacional para compensar essa gafe.

Enfim, ele desceu à portaria, me cumprimentou, eu o cumprimentei de volta, sentei no meu lugar, ele se sentou no dele e nós conversamos sobre política, Direito, terrorismo, música e também sobre pornografia, indústria que, de acordo com ele, se encontra falida no Brasil. Muito bem. Eu tive de ir embora, nós nos despedimos e então cada um seguiu o seu caminho.


Agora, horas mais tarde, eu me descubro relembrando os acontecimentos dessa tarde e percebo o quão nós mudamos nesses últimos onze anos, não há quase nenhuma semelhança entre as crianças que nós fomos e os adultos que nós nos tornamos. Nós dois mudamos. Muito. E a amizade continua mesmo depois de tudo aquilo no que foi baseada tenha deixado de existir. Talvez isso que seja uma amizade verdadeira: pessoas que, apesar de todas as mudanças, continuam se divertindo na companhia umas das outras.



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