Meu avô era um excelente contador de histórias, ou melhor, de estórias, de fato, até hoje eu nunca encontrei alguém como ele que conseguisse transformar um acontecimento mundano em uma aventura tão fantástica ao ponto de você se pendurar em cada singela palavra proferida pelo locutor, vovô era um mago das palavras abençoado com uma imaginação que eu, assim creio, nunca terei, por isso é difícil não me lembrar dele quando assisto a um dos melhores filmes de Tim Burton, Big Fish (no Brasil, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas).

O filme, visualmente, representa uma mudança no estilo de Tim Burton, o qual põe de lado a fotografia gótica e steampunk dos seus projetos anteriores e adota cores mais claras em tonalidades surreais que funcionam muito bem com o tema disposto pelo filme, isto é, histórias (ou estórias), precisamente aquelas contadas por Edward Bloom (Perry Watson: criança / Ewan McGregor: adulto / Albert Finney: idoso) para o seu filho, William Bloom (Billy Crudup), o qual tem dificuldade em confiar no pai justamente por causa disso: Edward nunca contou a ele a verdade fidedigna sobre qualquer episódio, o que resultou em um eventual afastamento entre pai e filho ao ponto de eles se tornarem, nas palavras do próprio William, “estranhos que se conhecem bem”.

O afastamento é colocado de lado quando a saúde de Edward começa a piorar, forçando William e a sua esposa, Joséphine (Marion Cottilard), que está grávida, a retornaram para o Alabama a fim de ajudar a mãe de William, Sandra (Alison Lohman: adulta / Jessica Lange: idosa), a cuidar do marido enfermo, desse modo, trazendo as histórias maravilhosas tão desprezadas por William de volta a sua vida, tais histórias, por sinal, constituem a maior parte do filme, agindo como flashbacks exagerados, entretanto ainda verídicos como nos é revelado ao longo do terceiro ato.

Finalmente, Big Fish (ou Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas) é um filme cujo objetivo é nos fazer refletir sobre a importância imprescindível que a fantasia tem para nós, humanos. Se desprovidos desta, nós nunca poderíamos acreditar em conceitos abstratos como amor, justiça, misericórdia, dever, amizade, e similares e sim, você não leu errado — eu realmente me referi a tudo isso como sendo fantasia, afinal, se eu pegar o universo e moê-lo até se transformar no mais fino dos pós e separá-lo como o mais eficiente aparelho para executar essa tarefa, encontrarei um átomo de amor, de justiça, de misericórdia, de dever, de amizade, ou mesmo dos seus similares? Óbvio que não.
Nós precisamos da fantasia para transformar um fragmento de um condrito carbonado aquecido pela entrada atmosférica em uma estrela cadente, para transformar uma entrada em um pedaço enorme de granito em uma caverna sombria assombrada por monstros... Nós precisamos da fantasia para ser humanos. E é essa a mensagem que Tim Burton tenta passar adiante com o filme considerado por mim como o seu melhor, Big Fish.

O afastamento é colocado de lado quando a saúde de Edward começa a piorar, forçando William e a sua esposa, Joséphine (Marion Cottilard), que está grávida, a retornaram para o Alabama a fim de ajudar a mãe de William, Sandra (Alison Lohman: adulta / Jessica Lange: idosa), a cuidar do marido enfermo, desse modo, trazendo as histórias maravilhosas tão desprezadas por William de volta a sua vida, tais histórias, por sinal, constituem a maior parte do filme, agindo como flashbacks exagerados, entretanto ainda verídicos como nos é revelado ao longo do terceiro ato.

Finalmente, Big Fish (ou Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas) é um filme cujo objetivo é nos fazer refletir sobre a importância imprescindível que a fantasia tem para nós, humanos. Se desprovidos desta, nós nunca poderíamos acreditar em conceitos abstratos como amor, justiça, misericórdia, dever, amizade, e similares e sim, você não leu errado — eu realmente me referi a tudo isso como sendo fantasia, afinal, se eu pegar o universo e moê-lo até se transformar no mais fino dos pós e separá-lo como o mais eficiente aparelho para executar essa tarefa, encontrarei um átomo de amor, de justiça, de misericórdia, de dever, de amizade, ou mesmo dos seus similares? Óbvio que não.
Nós precisamos da fantasia para transformar um fragmento de um condrito carbonado aquecido pela entrada atmosférica em uma estrela cadente, para transformar uma entrada em um pedaço enorme de granito em uma caverna sombria assombrada por monstros... Nós precisamos da fantasia para ser humanos. E é essa a mensagem que Tim Burton tenta passar adiante com o filme considerado por mim como o seu melhor, Big Fish.
Nenhum comentário:
Postar um comentário