
Eu admito ser uma pessoa desapegada. Muito desapegada, para falar a verdade. Para mim, conectar-se, genuinamente, com outrem é uma tarefa deveras complicada, porque, veja bem, as pessoas, na maioria das vezes, me entendiam: elas vivem, pacatamente, as suas vidas, vão às suas festas, saem com os seus amigos, estudam para as suas provas, trabalharam para ganhar o seu dinheirinho e, é claro, procuram a sua “outra metade da laranja”. Por favor, não me entenda mal, eu não vejo nada de errado nisso, entretanto... Isso me, terrível e intensamente, desinteressante. Eu gosto de pessoas divertidas, diferentes, eu gosto de pessoas que aproveitam de verdade esse momento passageiro denominado vida — e você é uma pessoa assim.
Você é uma das pouquíssimas pessoas que conseguem arrancar uma risada genuína de mim e com muita facilidade, eu aprecio bastante as nossas conversas e, bem, a sua companhia em geral, por isso que encontro força para superar a minha indolência titânica e, assim, enfrentar o clima abafado dessa nossa cidadezinha para ir visitá-la. Você é uma das minhas melhores amigas e eu desejo a você tudo de melhor que este planetazinho azul tem a oferecer. Feliz aniversário, Júlia Lamoglia!
Com afeto incontestável,
Felipe Eduardo Evaristo Cruz Rocha
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