
Era uma noite como outra qualquer de quarta-feira, o horário de serviço já havia chegado ao fim, ele era a única pessoa no escritório e estava a ponto de ir embora quando a vislumbrou do outro lado da janela, flutuando acima das luzes da cidade. Ela era linda, uma autêntica filha da Lua.
A sua mão delicada tocou o vidro, ele pousou a sua própria sobreposta à dela, a ninfa sussurrou palavras encantadas de sedução, a fina película que jazia entre eles desapareceu, lábios carnudos e com gosto de mel encontravam a sua boca dormente, sensibilizando-a.
Houve, então, um estalo do mundo real e, novamente, ele se viu sozinho com o cigarro na sua mão. Era uma noite como outra qualquer de quarta-feira.
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