
O sinal abriu, ele atravessou a rua, ela também, seguiram pelo quarteirão sem trocar um olhar nem uma palavra. Um grupo de crianças cruzou o seu caminho, um casal adolescente se beijava embaixo de uma árvore, uma mãe levava seu bebê para passear no carrinho, um velho escutava o jogo no seu radiozinho de pilha e uma mulher de preto dava de comer aos pombos.
O quarteirão chegou ao fim, ele continuou indo em frente e ela dobrou à esquerda na esquina. Foi uma caminhada que poderia ter durado uma vida.
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