
Silêncio. Um planeta inteiro afogado em um oceano interminável de silêncio. Suas altas construções sofriam uma intensa solidão, suas grandes prateleiras existiam, unicamente, para acumular poeira e os seus livros... Os seus livros, agora, nada eram além de uma vaga lembrança remanescente de uma era diferente, uma época de esplendor em que a Biblioteca, um gigantesco planeta artificial construído, solenemente, para abrigar pelo menos um exemplar de todo e qualquer livro já escrito na História das civilizações intergalácticas, era, incontestavelmente, centro do universo. E, então, veio o Silêncio.
Os Silenciosos, com seus discos-voadores colossais, capturaram a Biblioteca e a moveram para um ponto longínquo, exclusivamente, conhecido pela sua raça, dizimaram aqueles presentes no planeta e, então, abandonaram-no ali para apodrecer, levando consigo o maior testemunho da extraordinária capacidade dos seres inteligentes de gerar cultura. E, assim, restou apenas o silêncio na Biblioteca.
E o opressor domínio do Silêncio teve o seu início.
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