
Hoje foi um dia, essencialmente, quieto para mim, alternei o meu tempo entre uns capítulos de A Filosofia do Direito do Miguel Reale, algumas mensagens com a minha namorada ruiva e — aqui vai uma redundância — linda e, agora que eu, finalmente, paro para acessar o computador, me vejo conferindo as redes sociais, o Facebook, o Twitter, o Filmow, o Last.fm, etc, etc, e o e-mail. O e-mail.
Exceto pelo Téo, pela mamãe e, em momentos de desespero quando nós temos trabalhos para projetar, o pessoal da universidade, ninguém me manda um e-mail, todavia, ao acessar a minha do iCloud, eu me deparei com um e-mail de uma amiga, geograficamente, distante. Sua mensagem continha uma apresentação em Powerpoint sobre a relação entre o filme I’m Not There (ótimo filme, por sinal. Conta a história do Bob Dylan) e o escritor Antoine Compagnon que ela exibiu para a sua turma da universidade tem algum tempo, eu ainda não tive a oportunidade de abrir os slides para dar uma olhadela, contudo acredito, sinceramente, que gostarei do seu conteúdo — ela é talentosa e tem uma queda de escada pelo Bob Dylan: sem qualquer sombra de dúvida, deve ter dado seu sangue fabricando esses slides.
Slides que, para falar a verdade, são um tanto irrelevantes para este texto que você está lendo, de fato, eu somente me incomodei em mencioná-los para avisar, sutilmente, a essa minha amiga que tenho fé no talento dela. Okay, eu admito que isso, agora, não foi assim tão sutil, mas, enfim, eu estou divagando. O ponto é: ela escreveu uma mensagem para mim no e-mail, quatro parágrafos e uma referência a uma música que eu nunca escutei na vida, ou que não me lembro de ter escutado.
Em meio a tudo isso, ela escreveu a seguinte frase: “Sabe, o mundo é confuso... As pessoas são confusas. O mundo é meio doente também. Eu vejo as pessoas separando as que não possuem objetivos semelhantes aos delas e depois comentam sobre o Senhor da Guerra. Tem sentido? Agora que eu tenho saído mais, tenho percebido coisas terríveis na rua. Então, eu decidi ficar em casa de novo. Acho que esses três meses isolada, longe do caos me farão bem”.
Eu, imediatamente, me larguei na cadeira depois de ter lido isso, senti-me um pouco mal. Sim, o mundo é um lugar confuso, doente, estranho, bizarro e a lista continua por um caminho quilométrico e tudo isso é verdade, entretanto não é a completa verdade. O mundo é muito mais do que isso. É um mundo, extraordinariamente, belo.
Olhe para o céu! Olhe para as estrelas! Pense nas incontáveis maravilhas que estão ao nosso redor! E, acima de tudo, pense em como, apesar de toda a loucura, nós, as simples pessoas, continuamos a viver, a chorar, a sorrir, a desfrutar dessa incrível experiência que é o universo e cuja origem ninguém sabe ao certo qual é...
Oh, bem, eu acredito que você esteja certa: eu sou um eterno otimista, aquele que se agarra até mesmo na menor das esperanças e que tem os sonhos mais improváveis. E é por isso, minha amiga, que eu não vou desistir até o momento no qual você poderá olhar para o céu noturno e seja capaz de sorrir perante a complexa magia da natureza que está ao nosso redor. Essa é a minha promessa egoísta para você.
“Eu espero que você esteja feliz, você parece estar feliz. Você parece gostar da felicidade”.
Espero que sua amiga fique bem. Uma injeção de ânimo dessas é fundamental. (:
ResponderExcluirabraços, Felipe.