sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma memória resgatada


Caio: Pela sua cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança, eu suponho que a conversa com a Mariana não tenha sido muito boa, não.
Felipe: Ela fez picadinho do meu livro de Biologia.
Caio: Aquele da Sônia Lopez?
Felipe: Yep.
Caio: Uau! Cara, isso não é legal.
Felipe: O que eu posso dizer? Ela estava puta da vida comigo: pensei que ia saltar no meu pescoço e só soltar quando eu tivesse parado de respirar.
Caio: É o que dá você fazer a menina se apaixonar e depois se “pirulitar” para fora do namoro. Isso me lembra: como diabo é que você faz isso? Fazer a menina se apaixonar. Eu e a Bárbara já matutamos sobre isso e nunca entendemos como acontece: nunca te vi aplicando uma cantada nem nada parecido.
Felipe: Ah, cara, é uma coisa estranha, sabe? Eu conheço a menina, não dou em cima dela nem nada, está tudo bem, daí eu digo, ou faço alguma coisa engraçada, ela dá uma risada, tem uma faísca e então — em um piscar de olhos — eu estou sendo levado pela mão por ela.
Caio: E é por essa e outras que eu te chamo de Hank Moody.
Felipe: Hum. Faz sentido. Eu também sou um escritor e Warren Zevon faz parte da trilha sonora da minha vida.
Caio: (cantando) I’m wanted dead or alive.
Felipe: And that’s what I’m talking ‘bout!

***

Uma memória resgatada graças a uma conversa supimpa com a Srta. Wu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário