
01.
P: Quando o avião está caindo, você realmente torce para Deus te salvar daquilo.
F: Não sei, mano. Digo, que você torce para ser salvo, eu não duvido. Mas não acho que você torça necessariamente para Deus. Se achasse que o diabo pudesse te salvar, torceria para ele também. Acho que, no fundo, você torce por um milagre, por uma força sobrenatural apta a dobrar as leis da Física. É algo mais abstrato.
02.
F: O que eu senti ali no show [do Iron Maiden] foi como se eu fizesse parte de um todo. Meio que não havia diferença entre eu, Felipe, e o carinha do meu lado e o carinha do lado dele, era — e agora eu cito o Mufasa porque eu estou morrendo de vontade de fazer uma metáfora com O Rei Leão desde quando você citou as hienas — como se nós fôssemos um.
P: Exatamente. Blood Brothers. A música é um sentimento único, mano, para quem sabe apreciá-la.
F: Se é.
03.
P: Eu aprendi, mano, que na vida não basta ter talento. Você tem que ter sorte.
F: E coragem. Porque não adianta a Sasha Grey aparecer só de toalha na sua frente e você não ter coragem de encarar o desafio.
P: Mas tem que ter a sorte de ela aparecer lá, né (risos).
F: Isso, isso. É uma tríade essencial: talento, sorte e coragem. Um não funciona sem o outro.
04.
CW: 11 de setembro não é um bom dia.
F: Por quê?
CW: 11 de setembro, cara...
F: Ah, que isso! Já faz uma década de que o Bin Laden interrompeu a exibição de DBZ no programa da BAND. (Prevejo a senhorita me fuzilando com o olhar em um, dois, três...).
05.
CW: Eu descobri, pasme!, que assistir jogos de futebol me deixam menos “deprê”. Assisti toda a rodada do Brasileirão, deu até um up na minha vida.
F: É tão legal saber que você está se dispondo a ter novas experiências.
CW: Novas não, né... Porque eu assistia obrigada. Não dá para não assistir, meu pai narra o jogo numa altura...
F: Ele é que nem a [minha irmãzinha bochechuda] que fica xingando a tevê que nem um marinheiro tatuado numa noite de tempestade?
C: É. Até parece que os caras vão escutar... Mas xingar alivia um pouco a tensão... Eu até xinguei o Gladiador essa semana. Era pro bem dele.
F: Gladiador? Russell Crowe?
06.
CW: (assistindo Boardwalk Empire) Essa musiquinha de máfia italiana é tudo de bom.
F: Máfia é uma organização ilegal e nada simpática, mas, puxa, não dá para tirar a ideia de que ser mafioso seja algo legal.
CW: (risos) Mais ou menos, né.
F: Eu lembro só do meu pai falando comigo enquanto assistíamos ao O Poderoso Chefão: “Sabe, meu filho, eu acho que o crime compensa: você viaja bastante, conhece gente interessante, as horas são boas, o salário também e não há gasto com aluguel e manutenção de escritórios”.
CW: (mais risos) Seu pai foi ótimo.
F: Ele tem seus momentos de iluminação. São bons momentos.
07.
C: Cara, eu acabei de ter uma epifania.
F: Muito bem, compartilhe-a.
C: A [minha namorada] é mais perigosa do que o MacGyver em uma loja de ferramentas.
F: Você quer um prêmio por essa, incrivelmente, óbvia conclusão?
***
Porque é divertido visitar o passado de vez em quando.
Eu amei a última! "A [minha namorada] é mais perigosa do que o MacGyver em uma loja de ferramentas". HHAUSUHAUHSAIUEUEHAUEIAUEHAUEIUAEA
ResponderExcluirNossa muito bom isso aqui! me divirto mesmo!
ResponderExcluiravisando que tem desafio pra você lá no meu blog!
bj
http://www.contosflordelis.blogspot.com