domingo, 8 de maio de 2011

Perdido


Ultimamente tem havido uma penca de reuniões familiares, portanto, eu tenho estado em contato com muitos dos meus parentes, algo que, há alguns anos, era uma razão de felicidade inigualável para mim. Hoje em dia, entretanto, isso mudou. Não é como se o amor nutrido por mim para com a minha família tenha diminuído, ou mesmo tenha acontecido um episódio catastrófico que prejudicou a nossa convivência — na realidade, nada mudou, nós continuamos as mesmíssimas pessoas de outrora exceto que... Eu sinto ter perdido o meu lugar.

No passado, via-me rodeado pelos meus pais, pela minha irmãzinha bochechuda, pelos meus tios, pelos meus primos e pela minha avó e me sentia seguro, feliz, satisfeito. Eu me sentia em casa. Tal sentimento desapareceu. Talvez tenha me escapado anos atrás e eu somente tenha percebido nesses últimos tempos, não sei, há várias possibilidades. Seja como for, eu me sinto perdido. E essa não é uma boa sensação.

Talvez, e somente talvez, isso seja um sinal de que está na hora de eu me desvincular do passado e começar a trilhar o meu próprio caminho em direção ao futuro, construir a minha própria família e, bem, parar de agir de acordo com o Código de Conduta de um homem morto que incendiou o próprio short ao pôr um cigarro aceso dentro do bolso (foi um acidente).

Bem, eu odeio textos-desabafos, mas, uh, eu realmente precisava escrever isso hoje, oito de maio, aniversário de dezesseis anos da minha irmãzinha bochechuda, dia em que o meu pai viajará para São Paulo, Dia das Mães, domingo. Por que tanta ênfase nas particularidades do dia de hoje? Porque se, no futuro, houver outro oito de maio com essas mesmas características e eu, por n razões, encontrar esse texto, poderei soltar uma risadinha do tipo “Eu não acredito que escrevi isso!”, então balançar a cabeça e falar que “tudo deu certo, eu encontrei o meu lugar e estou cercado pelas minhas pessoas queridas”.

Um comentário: