sábado, 14 de maio de 2011

Felicidade


Pattryck
: Mas, cara, o que você julga ser esse desinteresse mútuo pelas coisas?

Felipe: Nós mudamos. Nós nos tornamos mais exigentes com a idade. Então, se, no passado, o simples fato de aquela menina sorrir para nós era motivo de felicidade extrema, hoje em dia, nem dormir com ela é suficiente para nos fazer esboçar um sorriso.
Pattryck: Perfeito! Exatamente isso!
Felipe: Isso é bom, de certo modo. Nós elevamos o nosso nível e não nos contentamos com pouco. Tornamo-nos ambiciosos, algo que não éramos na época do CESEP. Isso é bom, eu repito.
Pattryck: Mas isso não nos torna infelizes?
Felipe: Felicidade, assim como tudo, é algo relativo (citando o Felipe-de-2006). Para mim, por exemplo, ser feliz é funcionar bem: ser capaz de acordar, de realizar a sua rotina, ter um lugar para voltar e pessoas com quem conversar. Ah, e, é claro, ter tempo para escutar Pink Floyd ao menos uma vez por semana. Não há uma fórmula específica para a felicidade.
Pattryck: Entendo. Mas a felicidade é o bem-estar momentâneo, realmente.
Felipe: E o que é a vida senão uma sucessão de momentos?

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